SAS e EJUS promovem palestra sobre conhecimento e prevenção de drogas

           Delegado Nelson Munhoz Soares Filho é especialista no assunto.

 

        O Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da Escola Judicial dos Servidores (EJUS) e da Secretaria da Área da Saúde (SAS), promoveu ontem (19) a palestra “O Conhecimento Como Solução Para o Problema das Drogas”, proferida pelo delegado Nelson Munhoz Soares Filho, especialista no tema e integrante do gabinete do secretário de Estado da Segurança Pública. Com 404 inscritos (modalidades presencial e online), o curso foi realizado na Sala do Servidor, no Fórum João Mendes Júnior.

        O secretário da SAS, Tarcísio dos Santos, ao abrir os trabalhos declarou que a “epidemia” das drogas “é grave, triste e real”, ou seja, não está longe servidores do TJSP e suas famílias. “O Tribunal de Justiça não se preocupa apenas com a área fim, mas também com o público interno, servidores e magistrados”, disse. Além disso, o secretário fez um apelo para que os participantes “multipliquem o conhecimento” adquirido e levem o aprendizado a colegas de trabalho, amigos e familiares.

        O delegado iniciou sua exposição com um comentário sobre acontecimentos recentes que vêm preocupando a sociedade: suicídios de jovens estimulados pelo jogo da “baleia azul”, em que os participantes realizam desafios enviados por aplicativos de mensagens, que culminam com o comando de tirar a própria vida. “Tais casos são exemplos de como os jovens são suscetíveis a influências externas”, afirmou. “Tal suscetibilidade é o que torna os jovens especialmente suscetíveis ao vício”, acrescentou.

        Em seguida, o palestrante apresentou um vídeo mostrando como é diferente a realidade daqueles que tiveram as vidas destruídas pelas drogas, com imagens muitas vezes chocantes, mas necessárias.

        Depois, Nelson Soares falou sobre a fisiologia do cérebro, explicando que as drogas alteram “radicalmente” o funcionamento do órgão. Mostrou que as substâncias são classificadas de acordo com seu efeito no sistema nervoso central: depressoras, estimulantes ou deformadoras.

        Discorreu sobre o ciclo vicioso das drogas, que começa com a primeira experimentação, segue com subsequente alteração no funcionamento do cérebro, provoca síndrome de abstinência e recomeça com novo uso da substância ilícita. O delegado informou que, não bastasse o perigo das próprias drogas, o método utilizado por traficantes na fabricação delas, com utilização de elementos como veneno de rato, pó de vidro e outros, torna a droga ainda mais prejudicial à saúde.

        O palestrante prosseguiu apresentando informações detalhadas sobre cocaína, heroína, maconha e LSD, além de abordar novas drogas que surgem pelo mundo. Para encerrar, respondeu a inúmeras perguntas dos servidores e recebeu certificado de participação entregue pela SAS.

 

        Comunicação Social TJSP – GA (texto) / DG (fotos)

        imprensatj@tjsp.jus.br

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