Juízes Luiz Fragoso e Heitor José Reali são homenageados pelo TJSP

        A mais recente edição da Agenda 150 Anos de Memória Histórica do Tribunal de Justiça Bandeirante teve como protagonistas dois juízes que eram conterrâneos, parentes, amigos e honraram a magistratura: Luiz Corrêa Fragoso e Heitor José Reali. A solenidade ocorreu ontem (12) no Salão do Júri do Palácio da Justiça.

        Coube ao advogado Rui Celso Reali Fragoso a tarefa de falar sobre seu pai, Luiz Corrêa, e seu tio, Heitor José. “Reverenciar, após meio século é altamente gratificante. A vida perpetuada pela memória é o maior legado deixado pelo homem”, começou ele.
        
“Dois homens, dois magistrados, dois exemplos de vida, quase a mesma história de dois grandes amigos”, foi a narrativa compartilhada pelo orador em nome do Tribunal. Os homenageados nasceram na cidade de São Carlos e estudaram na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. O juiz Fragoso casou com Ceres, irmã de Reali.

        Fragoso foi juiz de Direito em Tanabi, Itaporanga, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Santo André e na Capital. Reali judicou em José Bonifácio, Itápolis, Amparo, Assis, São Carlos e na Capital, onde atuou na 7ª Vara da Família e das Sucessões até sua aposentadoria.
        
“Atentos a desagregação da sociedade, cada vez maior, decorrência, em grande parte, do culto aos princípios de uma coletividade movida pelo consumismo e pelo apego ao Poder, mantiveram-se, ambos, íntegros, discretos, estudiosos e obstinados na aplicação da Justiça”, disse  Reali Fragoso. Após a aposentadoria dedicaram-se ao magistério e à advocacia.
        
“Há quase cinquenta anos deixaram o Tribunal, Fragoso falecido há mais de trinta e cinco anos, Reali há mais de treze, e seus exemplos, suas vidas e a saudade permanecem vivas em nossos corações”, disse.

        Para o presidente do TJSP, desembargador José Renato Nalini, mais do que um tributo, o evento foi uma “aula de ética muito atual” que “serve de inspiração para a juventude que integra nossos quadros”. Ao encerrar os trabalhos, o magistrado afirmou que a história dos homenageados é uma inspiração para se atravessar tempos de crise.  “Todos nós revigoramos nossa crença, nossa esperança de que a humanidade se torne mais sensível, mais caridosa, mais humana.”

        À solenidade compareceram também o decano do TJSP, desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan; o corregedor-geral da Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino; o presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco; o presidente da Seção de Direito Público, desembargador Ricardo Mair Anafe; o presidente da Academia Brasileira de Direito Criminal (Abdcrim) e presidente da cátedra Sérgio Vieira de Mello da PUC-SP e Acnur, desembargador Marco Antonio Marques da Silva; os juízes assessores da Presidência do TJSP Deborah Ciocci e Ricardo Felicio Scaff; o juiz assessor da Presidência da Seção de Direito Privado, Fábio Aguiar Munhoz Soares, representando o presidente; o ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho; o presidente da Associação Paulista do Ministério Público, Felipe Locke Cavalcanti; o presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Leonardo Sica; o conselheiro e presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB – Seção São Paulo, Patrick Pavan, representando o presidente; o conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo, Renato Ribeiro, representando o presidente; o chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, coronel PM Washington Luiz Gonçalves Pestana; familiares do juiz Heitor José Reali: os filhos Maria José Penalva Reali, Heitor José Reali Júnior, Marco Antônio Penalva Reali, Cassia Teresinha Penalva Reali, Rosana Reali e Monica Reali Moraes; as noras Aline e Marta; os genros Virgílio Carlos e Heitor; e netos; a família do juiz Luiz Corrêa Fragoso: a viúva, Maria Ceres Reali Fragoso; os filhos Helena Maria Reali Fragoso Petta, Luiz Antonio Reali Fragoso, Heitor Sérgio Reali Fragoso, Ceres Maria Reali Fragoso Certain; as noras Vera Lúcia, Sílvia e Maria Flávia; os genros Danilo João e Luís Augusto; netos e bisnetos; demais desembargadores, juízes, membros do Ministério Público, advogados, autoridades civis e militares, familiares e servidores.

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