Notícia

CAPS, EJUS e SGP promovem palestra sobre Constelação Familiar
25/10/2019

A Coordenadoria de Apoio aos Servidores (CAPS), em parceria com a Escola Judicial dos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (EJUS) e a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), realizou ontem (24) a palestra "Viver Plenamente – Laços de destino em doenças e sintomas", que abordou a Constelação Familiar, com a psicóloga judiciária Nádia Cristina Xavier Rodrigues de Oliveira, que é, também, formadora e facilitadora em Constelações Sistêmicas Familiar, Organizacional e Novas Constelações. A atividade, realizada na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, foi acompanhada pelo juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Regional III – Jabaquara, Domingos de Siqueira Frascino, e contou com a participação de aproximadamente mil servidores, nas modalidades presencial e à distância.

Nádia inicialmente abordou o crescimento do tema na última década. "Eu sou facilitadora há 12 anos e percebo que o olhar das pessoas mudou. Antes olhavam para a Constelação como algo ligado à religião, ao misticismo. Hoje, consigo mostrar que a abordagem é terapêutica", explicou. A Constelação é um método psicoterapêutico, desenvolvido pelo psicólogo e filósofo alemão Bert Hellinger, que analisa comportamentos familiares ao longo das gerações para explicar o surgimento de doenças, distúrbios e problemas em geral. Durante a palestra, a servidora falou sobre como as relações e dinâmicas familiares explicam o surgimento de algumas doenças.

De acordo com Bert Hellinger, existem três leis universais que regem nossas vidas. A lei do pertencimento, segundo a qual todos os integrantes de uma família têm o direito de pertencer àquele sistema; a lei da hierarquia, que coloca cada pessoa num determinado lugar do campo sistêmico; e a lei do equilíbrio entre dar e receber. Quando quaisquer dessas leis falha, há um desequilíbrio dentro desse sistema, que pode gerar doenças e outras consequências em seus integrantes.

A facilitadora esclareceu que o surgimento de muitas doenças está ligado a este aspecto da história familiar de uma pessoa. "Quando nascemos numa família, somos inseridos num campo sistêmico, um campo de memória e informação, onde estão registrados os acontecimentos e vivências dessa família. Quando uma criança nasce, ela conhece esse campo de forma inconsciente", falou, acrescentando que o trabalho da Constelação é acessar essas dinâmicas para elucidar as questões familiares que trazem consequências (no caso do tema da palestra, doenças). "As doenças são sempre uma janela para que nós possamos perceber alguém ou algum acontecimento que foi excluído da nossa história, mas que continua ali, agindo sobre nós". Ao final da palestra, os servidores puderam fazer perguntas e sanar dúvidas com a profissional.

 

Comunicação Social TJSP – AA (texto) / KS (fotos)

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