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SGP, CAPS e EJUS promovem palestra “Educar não é fácil, mas não precisa ser tão difícil”
11/03/2020

A Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e a Coordenadoria de Apoio aos Servidores (Caps), em parceria com a Escola Judicial dos Servidores (Ejus), realizou hoje (11), na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, palestra com o tema "Educar não é fácil, mas não precisa ser tão difícil". A apresentação, acompanhada por cerca de 400 servidores, presenciais e a distância, abordou estilos e práticas parentais.  

A mestre em psicologia Cynthia Cassoni iniciou a aula afirmando que um dos maiores motivos de brigas e desgaste emocional entre casais e familiares é a forma de educar os filhos. "Por isso, as boas práticas são essenciais", disse, acrescentando que o primeiro passo na hora de educar uma criança é estabelecer rotinas. Em seguida, vem a comunicação, item essencial em qualquer relacionamento, e saber dar o exemplo para as crianças, pois elas estão, a todo momento, atentas ao comportamento dos pais. Outros passos importantes são o equilíbrio, a demonstração de afeto, a participação ativa na vida dos filhos e o interesse pelas crianças.

"Ao educar, os pais podem optar por utilizar estratégias para socializar, controlar ou desenvolver valores e atitudes nos filhos", argumentou a palestrante. "Podemos dividir as estratégias em coercitivas ou indutivas. Ambas têm por função comunicar à criança o desejo dos pais de que ela mude seu comportamento." Enquanto a estratégia indutiva – a mais aconselhável por psicólogos e profissionais que trabalham com parentalidade – indica as consequências do comportamento da criança e chama sua atenção para os aspectos lógicos da situação, mostrando as implicações de determinada ação, a estratégia coercitiva consiste na aplicação direta da força, sem diálogo, incluindo punição física, privação de privilégios ou ameaças dessas atitudes – o que é desaconselhável, pois produz nas crianças emoções como medo, raiva e ansiedade.

Por último, a psicóloga enumerou os quatro estilos parentais mais comuns: autoritativo, em que o grau de responsividade e exigência são altos; o autoritário, em que a exigência é alta, mas a responsividade baixa; o negligente, em que o grau de ambos é baixo; e o indulgente, que tem alta responsividade e baixa exigência com os filhos. "Dentre os quatro, os mais prejudiciais à criança são os pais negligentes e os autoritários, pois atrapalham o desenvolvimento dos filhos. O que podemos concluir? Que fazemos sempre o melhor que podemos, mas, quando não conseguimos buscar saídas, é importante procurar auxílio para que nossos comportamentos não virem algo nocivo à família", finalizou. 

 

Comunicação Social TJSP – AA (texto) / KS (fotos)

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