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TJSP promove seminário sobre questões de gênero e infância
22/11/2017

A Escola Judicial dos Servidores (Ejus), em parceria com a Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) e a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça, realizou hoje (22) o seminário Questões de gênero e infância – Aspectos teóricos, pedagógicos e médicos.

A abertura do evento ficou a cargo do coordenador da CIJ, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, que também representou o diretor da EPM, desembargador Antonio Carlos Villen. O magistrado destacou a importância do assunto. “O grande problema da humanidade é esquecer que fomos criança. É preciso respeitar a ingenuidade das crianças e adolescentes”, afirmou.

A mesa dos trabalhos também foi composta pelo juiz assessor da CGJ  Gabriel Pires de Campos Sormani, que representou o corregedor-geral da Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. O seminário foi realizado na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, com a participação de 550 pessoas nas modalidades presencial e online.

O primeiro a falar foi o professor Felipe Nery, pedagogo, ex-diretor do Colégio de São Bento, professor de pós-graduação em Lima (Peru), presidente do Instituto Sophia Perennis de consultoria pedagógica e participante de conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), que abordou o tema “Questões de gênero e infância – Aspectos ligados à área da pedagogia”.  Ele teceu críticas às teses que definem o gênero como uma construção social e procurou demonstrar que dentro da própria expressão "gênero" está embutida toda uma ideologia.

Também palestrou Nathália Pinheiro Müller, integrante da Associação Médicos pela Diversidade. A especialista falou sobre “Questões de gênero e infância – Aspectos médicos”. Ela citou a grande quantidade de pesquisas na literatura médica que aborda o tema gênero. “Esses estudos têm grande limitações, e precisam ser analisados a longo prazo, pois muitas vezes são pautados na emoção sem base científica alguma. Muitas vezes o conflito de identidade com o corpo, se resolve espontaneamente, sem necessidade de uma intervenção medicamentosa ou cirúrgica. Pois muitas vezes essas intervenções podem levar a complicações, arrependimentos e até suicídios”, ponderou.

Logo depois, Domenico Sturiale, mestre em Letras pela Universidade Estadual de Londrina e doutorando pela Universidade Federal de Tocantins, discorreu sobre “Questões de gênero e infância – Aspectos históricos”.  O professor reconstruiu a complexa trama dialógica de problemas de gênero, “a expressão ‘identidade de gênero’ abrange em si uma contradição de termos porque ‘identidade’ é algo que acompanha o individuo, e ‘gênero’ seria um conceito subjetivo e que varia com o tempo”, explicou.

Na sequência, Fernanda Takitani, formada em História pela Universidade Estadual de Londrina e pesquisadora do Observatório Interamericano de Biopolítica, tratou do assunto “A ideologia de gênero no âmbito politico internacional”. A convidada fez uma exposição sobre os estudos demográficos e planejamento familiar.

 

Comunicação Social TJSP – SO (texto) / KS e RL (fotos)

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