Tribunal do Júri de Guarujá condena homem pelo homicídio da mãe
Pena fixada em 27 anos de reclusão.
Tribunal do Júri realizado hoje (16) na Comarca de Guarujá condenou homem a 27 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo homicídio da mãe. Também foi aplicada a pena de seis meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de fraude processual. O réu não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com os autos, durante uma briga na residência, registrada por câmera de segurança interna, o homem, mediante asfixia, matou a mãe. O crime foi elucidado após investigadores localizarem a câmera, que estava escondida dentro do forno da casa. O acusado ficou foragido por aproximadamente três anos e seis meses, e foi preso em 2024, em Minas Gerais, após buscas realizadas por familiares.
Em votação, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido mediante asfixia, por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar.
Na sentença, a juíza Karine Pizzani Miranda, que presidiu o júri, evidenciou as circunstâncias do crime, dentro da casa da ofendida, “onde tinha legítima expectativa de segurança, cometido por pessoa da sua confiança”. “O dolo é exacerbado, demonstrado pela frieza e dissimulação após os fatos. Valoro negativamente, ainda, as consequências do crime. Foi relatado, de modo emocionado e consistente, pelas testemunhas de acusação, o extremo abalo psicológico à família causado pelos fatos praticados pelo réu. Está comprovado que o ocorrido excede o sofrimento natural decorrente do luto. O fato causou graves problemas familiares de ordem psicológica, tanto para as irmãs, quanto para as sobrinhas da vítima”, escreveu.
Processo nº 1526592-22.2020.8.26.0223
Comunicação Social TJSP – AA (texto) / KS (foto)
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