TJSP celebra a 73ª Páscoa da Família Forense com tradição e espírito de comunidade
Missa aconteceu na Catedral da Sé.
Na manhã deste domingo (27), sob as altas abóbadas da Catedral da Sé, o Tribunal de Justiça de São Paulo reuniu, mais uma vez, magistrados, integrantes do sistema de Justiça, servidores e suas famílias para a 73ª edição da Páscoa da Família Forense. Ao longo de mais de sete décadas, a celebração se firmou como um momento de encontro e reflexão compartilhada, reafirmando valores institucionais e fortalecendo o senso de pertencimento da comunidade jurídica, que exerce papel essencial na vida pública.
Realizada no período entre a Páscoa e o dia de Pentecostes, a missa foi celebrada por Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, com a participação musical da São Paulo Schola Cantorum. Entre os presentes, estavam o presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, integrantes do Conselho Superior da Magistratura, membros da Comissão Preparatória da Páscoa Forense, muitos magistrados, representantes de instituições e servidores, refletindo a diversidade de funções que sustentam o funcionamento do Judiciário.
Em sua homilia, Dom Odilo destacou o papel daqueles que atuam na Justiça como agentes de equilíbrio social e falou sobre a importância da verdade orientar as decisões humanas. “Que Deus abençoe a todos que prestam serviços à sociedade, um verdadeiro chamado que competentemente estão exercendo”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância da confiança pública nas instituições. “A justiça perfeita é a justiça de Deus, mas a justiça humana precisa ser crível e manter o nível de confiança da população que busca seus serviços.”
A presidente da Comissão Preparatória da Páscoa Forense, desembargadora Marcia Regina Dalla Déa Barone, evidenciou a continuidade da tradição iniciada em 1952 e agradeceu aos integrantes da Arquidiocese de São Paulo, aos magistrados e servidores envolvidos na organização. Também dirigiu saudação ao desembargador aposentado Antonio Carlos Munhoz Soares, que por muitos anos esteve à frente dos preparativos do evento. “Rogo a Deus que nos mantenha na fé, ilumine nossos passos para guiar nossas vidas, assim como nossas atividades forenses que por sua natureza geram muitos reflexos na vida das pessoas”, disse.
O presidente Francisco Loureiro ressaltou que magistrados devem reconhecer sua condição finita e falível. Destacou que julgamentos humanos, embora necessários à convivência em sociedade, não são absolutos e podem ocorrer erros e limitações do conhecimento. Para ele, essa consciência não enfraquece a função judicial. Ao contrário, reforça a importância da prudência, da integridade, da imparcialidade e da humildade na tomada de decisões. “A tradição da Santa Missa da Páscoa Forense, que aqui se renova, é oportunidade para reafirmarmos princípios do respeito à dignidade humana e o compromisso com a pacificação social. Sejamos, no duro exercício de nosso ofício de magistrados, homens e mulheres que cultivam a caridade na aplicação da lei e que, inspirados pela mensagem pascal, trabalhem pela justiça que a todos reconcilia”, afirmou.
A liturgia contou com a participação de servidores em diferentes momentos. A primeira leitura foi realizada por Fernanda Cássia Domingos; a segunda, por Rejanie Rodrigues Costa; e a Oração dos Fiéis foi lida por Fabiana Borba Castello. Na procissão das ofertas, participaram Cícera Nascimento da Silva, Márcia Helena Tavares, Antonia Débora de Lima e Rodrigo Xavier dos Santos, representando diferentes setores do Tribunal.
A Páscoa Forense foi idealizada pelo desembargador Manoel Gomes de Oliveira em 1952 e teve suas primeiras edições na Catedral de Santa Ifigênia. A partir de 1961, passou a ser realizada no Palácio da Justiça e, nos últimos anos, estabeleceu-se na Catedral da Sé — espaço que reúne tradição e centralidade na vida da cidade de São Paulo.
Também estiveram presentes a corregedora-geral da Justiça de São Paulo, desembargadora Silvia Rocha; os presidentes das Seções de Direito Privado, Público e Criminal do TJSP, desembargadores Roberto Nussinkis Mac Cracken, Luciana Almeida Prado Bresciani e Roberto Caruso Costabile e Solimene, respectivamente; o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo no biênio 2015/2015 e atual secretário executivo de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, desembargador José Renato Nalini; o diretor da Escola Paulista da Magistratura, desembargador Ricardo Cunha Chimenti; a ouvidora do TJSP, desembargadora Rosangela Maria Telles; os integrantes da comissão da 73ª Páscoa da Família Forense, desembargadores Walter Barone, Flora Maria Nesi Tossi Silva, Vicente de Abreu Amadei e José Antonio de Paula Santos Neto e a juíza Teresa de Almeida Ribeiro Magalhães; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador José Antonio Encinas Manfré; a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Vanessa Ribeiro Mateus; o conselheiro da Associação Paulista de Magistrados, desembargador Pedro Cauby Pires de Araújo, representando o presidente; o cura da Catedral Metropolitana de São Paulo, padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto; o auxiliar do cura, cônego Helmo Cesar Faccioli; o chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, coronel PM Marco Antonio Pimentel Pires, representando a comandante-geral; o chefe da Assessoria Policial Civil do TJSP, delegado Tiago Antonio Salvador, representando o delegado-geral; o 29º tabelião de Notas, Adilson Rodrigues de Barros; muitos desembargadores, juízes, integrantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia, servidores e jurisdicionados.
Comunicação Social TJSP – CA (texto) / KS (fotos)
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