Palestra do GMF debate transformação social promovida pelo aprendizado

Exposição conduzida pela psicopedagoga Débora Santos. 
 
O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de São Paulo (GMF), em parceria com a Escola Judicial dos Servidores (EJUS), realizou, hoje (10), a palestra on-line “Aprender para Transformar”, proferida pela psicopedagoga Débora Suely da Silva Santos. O evento virtual foi direcionado a magistrados e servidores do TJSP. 
Na abertura, o assessor do Grupo, juiz Airtom Marquezini Junior, ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela Fundação Casa na promoção de oportunidades de educação, desenvolvimento e reintegração social de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. “A proposta da instituição é criteriosa e detalhista. O educando é enxergado dentro do seu contexto e o trabalho socioeducativo é feito de modo individualizado para transformar a realidade de cada um”, afirmou. O juiz também agradeceu ao diretor da Escola Paulista da Magistratura (EPM) e da EJUS, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, pelo apoio à realização do evento, assim como aos servidores que contribuíram para a organização. 
Coordenadora na Superintendência Pedagógica da Fundação Casa, Débora Santos iniciou sua exposição contextualizando o público para o qual as ações da instituição são direcionadas. A Fundação Casa atende adolescentes a partir de 12 anos de idade e cerca de 50% têm defasagem idade-série, indicador que mostra o atraso escolar de um estudante. “Na legislação brasileira, o adolescente deve estar alfabetizado até a segunda série dos anos iniciais. Só que a nossa realidade é diferente. Há adolescentes analfabetos que estão no Ensino Médio”, explicou. “Estamos tratando de alunos em conflito com a lei. Para que ele tenha novas possibilidades e seja protagonista de sua história, precisa ter consolidado competências de leitura e escrita”, explicou.  
Na sequência, a psicopedagoga falou sobre o projeto Virando a Página, idealizado para estimular a leitura. Segundo a especialista, a proposta é transformar os livros em ferramenta estruturante para a ressocialização de adolescentes. “Uma aprendizagem que só utiliza o giz e a lousa, mecânica, não é o nosso ideal. Por isso, montamos clubes de leitura e promovemos saraus”, contou.  “Estamos conseguindo melhorar a leitura e a escrita dessas pessoas, com textos aprimorados sobre temas variados, como gênero e as próprias experiências.” 
Ao final, foi apresentado o e-book com poemas, crônicas, memórias, cartas e reflexões dos adolescentes. “Esses jovens precisam aproveitar as ferramentas, como a elaboração desse livro, e construir um futuro diferente”, concluiu Débora Santos. 


Comunicação Social TJSP –
RM (texto) / PS (reprodução e arte)

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