TJSP sedia a 4ª Reunião Nacional de Governança do eproc

Encontro entre tribunais debate inovações do sistema.

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo sediou, ontem e hoje (17 e 18), a 4ª Reunião Nacional de Governança do Sistema eproc. O evento integra o calendário bimestral de encontros colaborativos da comunidade eproc e reúne magistrados, gestores e servidores de tribunais estaduais, federais e militares para compartilhar diretrizes estratégicas, discutir o desenvolvimento de funcionalidades e debater inovações tecnológicas, como a inteligência artificial. Os encontros permitem uma análise de demandas de maior complexidade de forma conjunta, favorecendo o aprofundamento técnico, alinhamento institucional e decisões compartilhadas.

O presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, agradeceu a colaboração dos tribunais que apoiaram o Judiciário paulista na implantação do eproc. Ele ressaltou a importância da troca de experiências para o avanço do sistema. “Desde o início, aqui em São Paulo, o eproc já mostrou o potencial de melhorar a prestação jurisdicional. Tenho certeza de que avançaremos ainda mais neste encontro”, declarou.

A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Silvia Rocha, enfatizou a expressiva participação na reunião, que demonstra o interesse em aperfeiçoar as ferramentas utilizadas. “Que as ideias do encontro possam facilitar não só o trabalho dos juízes, mas fundamentalmente a vida dos jurisdicionados”, disse.

O coordenador do Comitê de Governança e Tecnologia da Informação do TJSP, desembargador Antonio Carlos Alves Braga Júnior, destacou a importância da articulação entre instituições e enfatizou que a atuação colaborativa permite manter o sistema atualizado, eficiente e preparado para os desafios que surgem com a evolução tecnológica. “Quem garante a eficiência do sistema é a governança da comunidade eproc, estabelecida de forma voluntária pelos próprios tribunais”, ressaltou.

O juiz Eduardo Tonetto Picarelli, auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Federal da
4ª Região (instituição responsável pela criação e gestão do eproc), destacou as iniciativas voltadas à inteligência artificial e o novo modelo de desenvolvimento colaborativo. “Não teríamos condições de evoluir com tanta rapidez se não fosse esse trabalho conjunto, integrado e voluntário de todos os tribunais”, afirmou.

Ontem (17), as discussões abrangeram questões como a visibilidade de minutas e votos e a parametrização por perfil e colegiado; a geração automática de documento informativo a partir da integração com dados do Serviço de Informação e Automação Previdenciária (Prevjud), criado pelo CNJ; e o aprimoramento da funcionalidade de cálculo da prescrição penal. Também foi apresentada a ideia de criação de área para anotações processuais destinada a registros com histórico, sigilo e acesso restrito, evitando que rascunhos precisem ser anexados ao processo.

Hoje (18), além da continuidade na análise de demandas do novo modelo de desenvolvimento colaborativo, a comunidade discutiu aplicações relacionadas à inteligência artificial, que podem ampliar o uso do eproc no cotidiano. Foram apresentados alguns dos temas discutidos nas primeiras reuniões técnicas do grupo. Recursos como a consulta de informações de processos, o auxílio na elaboração e revisão de minutas e a pesquisa de jurisprudência relacionada a casos em análise estão entre algumas das possibilidades. A intenção é que a criação dessas ferramentas possa ser debatida amplamente e que, após o desenvolvimento, sejam incorporadas gradualmente ao sistema e compartilhadas entre os tribunais que integram a comunidade. 

 

Comunicação Social TJSP – RL (texto) / KS (fotos) 

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