Museu do TJSP celebra centenário de Paulo Bomfim com música ao vivo

Mais um evento em comemoração ao nascimento do poeta.

 

O Palacete Conde de Sarzedas, sede do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo, abriu suas portas, hoje (24), para mais um evento em comemoração ao centenário de nascimento de Paulo Bomfim: uma edição especial das “Quintas Musicais”, que celebrou, com música e poesia, o Príncipe dos Poetas Brasileiros. O presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, participou ao lado dos integrantes do Conselho Superior da Magistratura (CSM) e muitos convidados.

 

Apresentação musical

A desembargadora Maria Cristina Zucchi, ao piano; o juiz Josué Vilela Pimentel, na voz, clarinete, viola e cajón; e o servidor Aldo Scaglione, na guitarra, conduziram as homenagens. “Iniciamos com o Hino do TJSP. Foi Paulo Bomfim quem redigiu a letra e, hoje, tivemos a honra de tocá-lo, porque mexe conosco. Em seguida, executamos uma versão de ‘Paris-Belfort’, que diz respeito à Revolução Constitucionalista de 1932, que se conecta à história do nosso homenageado”, declarou Maria Cristina Zucchi.

No repertório, músicas que marcaram a vida do poeta, como "Por una Cabeza", de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera; "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro; "Paz do Meu Amor", de Luiz Vieira; "El Día que Me Quieras", de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera; "Ave Maria no Morro", de Herivelto Martins; "Ponteio de Viola", de Paulo Bomfim e Téo Azevedo, com interpretação de Jair Rodrigues; e "Trem das Onze", de Adoniran Barbosa.

 

Poesia

Os versos de Paulo Bomfim ganharam voz nas declamações do desembargador Luiz Augusto Gomes Varjão; da escritora Betty Milan, integrante da Academia Paulista de Letras (APL); do servidor do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José D’Amico Bauab; e da artista plástica e curadora Di Bonetti. Entre os poemas estiveram “Os Jovens de 32” e “Advertência”, além de versos reunidos em edição especial dedicada à obra do poeta, publicada pelo Migalhas e distribuída durante os eventos.

Entre os momentos relembrados ao longo do evento, o maestro Júlio Medaglia compartilhou uma lembrança sobre Paulo Bomfim, que escreveu a letra do Hino da Universidade de São Paulo (USP). “Tive a felicidade de fazer a música desse hino e foi uma coisa que muito me emocionou e entrou para a minha história. Um grande amigo e poeta.”

A cerimônia ganhou um toque especial com a presença de duas peças intituladas “As Meninas”, bustos de porcelana com mais de 120 anos que pertenceram à mãe de Paulo Bomfim. As peças foram doadas ao Museu do TJSP pela curadora Di Bonetti.

  Também foi exposta uma obra em homenagem ao poeta Paulo Bomfim, que rememora o Movimento Constitucionalista de 1932, da artista plástica Camila Giudice.

Participaram os integrantes do CSM, desembargadores Luís Francisco Aguilar Cortez (vice-presidente), Silvia Rocha (corregedora-geral da Justiça), Roberto Nussinkis Mac Cracken (presidente de Seção de Direito Privado), Luciana Almeida Prado Bresciani (presidente da Seção de Direito Público) e Roberto Solimene (presidente da Seção de Direito Criminal);  o presidente da Comissão de Gestão da Memória e coordenador do Museu do TJSP, desembargador Octavio Augusto Machado de Barros Filho; o presidente da APL, Antonio Penteado Mendonça; o presidente do TJSP no biênio 2014/2015, integrante da APL e secretário executivo de Mudanças Climáticas do município de São Paulo, desembargador José Renato Nalini; o chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, coronel PM Marco Antonio Pimentel Pires; e muitos magistrados, acadêmicos, autoridades civis e militares, servidores e convidados.

As homenagens ao poeta Paulo Bomfim são uma parceria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), da Academia Paulista de Letras (APL) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), com o apoio do portal Migalhas.

 

Sequência das comemorações – Na quarta-feira (30) – dia em que Paulo Bomfim completaria 100 anos – às 17 horas, haverá “Missa na Capela Santa Luzia e Menino Jesus” e, às 18 horas, “Inauguração da estátua, da exposição Poeta Paulo Bomfim e Sarau no Palácio da Justiça”. Mais do que uma homenagem a um grande escritor, o centenário de Paulo Bomfim simboliza a união de diferentes segmentos da sociedade em torno da valorização da cultura e da memória. Ao recordar sua trajetória e seu legado, as comemorações reafirmam a atualidade de sua obra e a força de sua mensagem: a de que a poesia é capaz de preservar identidades, aproximar gerações e manter viva a história de um povo.

 

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Comunicação Social TJSP – BC (texto) / PS (fotos)

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