São Manuel recebe programa de Apadrinhamento Afetivo

Comunidade e autoridades serão divulgadores do projeto.

 

        A Comarca de São Manuel lançou, na última sexta-feira (25), o programa de “Apadrinhamento Afetivo”. A iniciativa busca garantir o direito à convivência familiar e comunitária para crianças e adolescentes a partir de sete anos de idade que se encontram nos abrigos do município e da região, com remotas perspectivas de adoção ou retorno à família biológica.

        No programa, os jovens acolhidos têm a possibilidade de criar laços com pessoas interessadas em ser um padrinho/madrinha, voluntários que se dispõem a manter contato direto com o “afilhado”, podendo sair para atividades fora do abrigo, como passeios, festas de Natal, Páscoa etc. Dessa forma, são vivenciadas experiências que auxiliam no processo de valorização da autoestima. Há, ainda, a possibilidade dos apadrinhamentos Financeiro e Profissional, destinados a apoiar projetos, cursos técnicos, de idiomas entre outros, sem necessariamente criar vínculos afetivos com os menores, para aqueles que não têm tempo disponível, mas que gostariam de participar do projeto de alguma forma.

        A juíza da 2ª Vara de São Manuel e idealizadora do programa no município, Erica Regina Figueiredo, explicou o funcionamento do Apadrinhamento Afetivo. Também pediu aos presentes que sejam “agentes divulgadores” da iniciativa. “Nossa ideia é fazer com que o projeto alcance o maior número de pessoas, despertando o interesse dos munícipes”, disse.

        A promotora de Justiça da Infância e Juventude de São Manuel, Vivian Correa de Castro Pompermayer Ayres, também ressaltou a importância da participação da comunidade. “Divulguem, contem para os amigos, vizinhos, para que venham conhecer o projeto. É uma experiência enriquecedora não só para as crianças, mas também para quem se torna um padrinho ou madrinha.”

        A juíza substituta em Segundo Grau Dora Aparecida Martins, que representou a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, falou sobre os resultados do projeto na Capital, implantado quando atuava na Vara Central. “Fizemos uma tentativa para resolver as dificuldades que temos em São Paulo e, nestes três anos e nove meses de trabalho, o resultado tem sido bastante positivo”, contou. A magistrada falou sobre a qualidade dos abrigos, mas destacou que, mesmo sendo muito bons, não há unidade familiar. “Todos nós precisamos de um olhar especial, um carinho individual que só a família fornece. O padrinho vem para cumprir esse papel”, enfatizou.

        Para o prefeito Ricardo Salaro Neto, o programa complementa ações já em andamento no município. “Fui presidente de uma instituição de acolhimento e sei como é difícil o encaminhamento de uma criança com mais idade para a adoção”, disse. “É uma iniciativa espetacular do Poder Judiciário, um trabalho muito bonito da juíza Erica e vamos nos unir para que dê certo”, completou.

        Também prestigiaram o vice-prefeito, José Luiz Rubin; o presidente da Câmara Municipal, vereador Odirlei José Felix; o comandante da Guarda Civil Municipal, Reinaldo de Freitas; a delegada de polícia Ana Carolina de Brito; o prefeito de Pratania, Davi Pires Batista; o procurador de Justiça de São Paulo, Sebastião Sílvio de Brito; o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Mariano de Almeida; a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Marcia Regina de Oliveira; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Miriam Roveres; o presidente do Lar Anália Franco, responsável pela Instituição de Acolhimento Casa Clelia Rocha, Ramatis Gomes da Cunha; e o presidente da Instituição de Acolhimento Casa Santa Maria, Sergio Roberto Nicoletti.

        A equipe técnica de Serviço Social e Psicologia da comarca foi representada pelas assistentes sociais Amanda Simone Sebastião Tocci e Bruna Carolina Bonalume, e pela psicóloga Fernanda Augustini Pezzato. O evento teve a participação especial do grupo de canto do Projeto SambaVida, sob a coordenação do professor Douglas Monteiro, que encantou os presentes.

 

        Comunicação Social TJSP – VT (texto) / AC (fotos)

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