Uma maneira diferente de comemorar o “Dia da Mulher”

Ministra reúne artista, fisioterapeuta, juíza, advogada e mãe.

 

        Neste ano, o “Dia Internacional da Mulher” foi comemorado de forma diferente no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça. A presidente do STF e do CNJ, ministra Cármen Lúcia, reuniu em Brasília, na semana passada, algumas das mulheres que representam a luta pelo fim da violência doméstica, entre elas a juíza Tatiane Moreira Lima, hoje auxiliar da Capital e que atuou na Vara da Violência Doméstica no FR do Butantã.
        A ministra ouviu relatos de quem já encarou a brutalidade que deixa marcas no corpo e na alma. “Eu quis ouvir a dor das mulheres que passaram por experiências traumáticas, que são compartilhadas por todas as mulheres do mundo”, diz a ministra na notícia do CNJ.

        As cinco mulheres convidadas foram Sandra Batista, que perdeu uma filha de 20 anos para a violência contra a mulher; Cristina Lopes, que há três décadas, teve 85% do corpo queimado por seu então marido; Letícia Pereira que, em fevereiro de 2015, foi espancada a pauladas pelo então namorado; a juíza Tatiane Moreira de Lima, vítima de violência quando um homem invadiu seu gabinete e ameaçou incendiá-la e matá-la; e Mariene de Castro, vítima que, em 2012, prestou queixa por lesão corporal e ameaça contra o ex-companheiro com quem teve uma filha.

        Para a ministra Cármen Lúcia, ouvir o relato dessas mulheres foi uma oportunidade de dar voz a quem teve a vida marcada pela violência. “O Estado, que assumiu a responsabilidade de fazer a justiça no sentido humano, no plano do Estado-Juiz, tem que dar espaço para que essas pessoas falem, para que possamos dar a oportunidade da sociedade contribuir com as mudanças e também mudar a estrutura estatal que garanta que haja punição. Eu quis me reunir com pessoas que têm o que falar e querem ser ouvidas”, disse ela.

 

        Comunicação Social TJSP – *Com informações e fotos Portal do CNJ/ Agência CNJ de Notícias/ Thaís Cieglinski

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