Tecnologia e gamificação no combate à violência de gênero

Jogo aborda violência, como ouvir e amparar a vítima.

 

Em média, o brasileiro passa nove horas por mês em jogos online. O país está entre os cinco primeiros no ranking global de gamers, de acordo com pesquisa divulgada neste ano*. Esse comportamento foi intensificado com o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19. Então, por que não usar esse potencial para conscientizar as pessoas sobre violência doméstica e relacionamentos abusivos? Foi o que fez a startup Arbache Innovations, signatária do Programa Ganha-Ganha da ONU Mulheres, e o Coletivo HubMulher. O projeto contou com o apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e de outras instituições.
Com a colaboração da juíza paulista Ruth Duarte Menegatti (3ª Vara de Adamantina) foi desenvolvido o Mobi Game, que aborda cinco tipos de violência: física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. O jogo narra a história de duas personagens: Penha está em uma relação violenta com o namorado, Zé, e a amiga, Luana, quer ajudá-la. Então, o jogador decide o que Luana vai fazer. O game ensina as pessoas, de uma forma didática, a ouvir e amparar as vítimas. Lança desafios com perguntas diretas para o jogador, que escolhe como cada uma deve agir diante das situações apresentadas.
“A violência doméstica é uma realidade dura para nosso país, que está entre os cinco mais violentos e com maior número de feminicídios no mundo. O jogo foi lançado pensando em prevenção das formas de violência e em uma abordagem adequada. É uma ferramenta divertida e educativa e que pode ser utilizada pelas organizações e universidades. Fazer parte dessa equipe foi uma honra!”, afirma Ruth Menegatti. “A ideia foi realmente tratar um tema difícil e triste, por intermédio de um instrumento leve e acessível”, completa a juíza.
A juíza Maria Domitila Manssur (16ª Vara Criminal) também colaborou com a iniciativa e conta que muitos magistrados e instituições têm entrado em contato para obter mais informações sobre o projeto. Em sua opinião, o game é útil para todos, pois qualquer pessoa pode se deparar com uma situação de violência de gênero e, talvez, não saber como agir. “As mulheres se sentem culpadas e muitas têm vergonha. Temos que mostrar para as vítimas que existem saídas. O jogo procura explicar as abordagens adequadas”, diz a magistrada.
Para jogar gratuitamente do celular ou do computador, basta acessar este link e preencher um cadastro.

 

Texto com informações da Associação dos Magistrados Brasileiros

* Pesquisa feita pela empresa Comscore

 
  Comunicação Social TJSP – CA (texto) / LF (layout)
imprensatj@tjsp.jus.br

 

 

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