Novo episódio do podcast “Juridiquês Não Tem Vez” aborda uso da Inteligência Artificial no Judiciário
Juíza Fabiana Marini explica desafios da IA.
O podcast “Juridiquês Não Tem Vez”, produzido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, lança novo episódio dedicado a um tema que vem ganhando relevância no debate público e no universo jurídico: o uso da Inteligência Artificial no sistema de Justiça – acesse aqui as versões em áudio e vídeo. A convidada é a juíza Fabiana Marini, assessora da Presidência do TJSP na área de Tecnologia da Informação, especialista no assunto e uma das coordenadoras do projeto IA TJSP, iniciativa voltada à disponibilização de ferramentas, diretrizes e programas de capacitação para o uso da Inteligência Artificial como apoio à atividade jurisdicional na Justiça paulista.
A magistrada aborda os impactos da IA no trabalho, os cuidados necessários para sua utilização e as iniciativas do Judiciário para implementar a tecnologia de forma segura, ética e eficiente. Fabiana Marini destaca que a Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento de apoio ao trabalho humano, sem substituir a atuação do magistrado. “A atividade de julgar é constitucionalmente atribuída ao ser humano e insubstituível. A Inteligência Artificial apenas auxilia na elaboração das tarefas. Não existe esse juiz que aperta um ‘botão mágico’ para produzir sentenças. O que a população precisa é da rapidez no julgamento, com ferramentas que dão suporte ao magistrado”, ressaltou.
O episódio também apresenta os objetivos do projeto IA TJSP, resumidos no slogan “julgar rápido, julgar muito e julgar bem”. Segundo a juíza, a tecnologia pode contribuir em etapas como triagem de processos, elaboração de minutas, organização de acervos e análise de demandas repetitivas, auxiliando magistrados e servidores diante do elevado volume processual. Todo esse uso, porém, ocorre com a obrigatória revisão humana e a preservação integral do poder decisório do juiz.
Outro ponto abordado é a proteção de dados. A magistrada explica que o uso da IA no Judiciário observa as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça, especialmente em relação a processos sob segredo de justiça e à anonimização de informações sensíveis. O episódio também esclarece conceitos que ganharam destaque no debate sobre Inteligência Artificial, como “alucinação” da IA e “prompt injection”. Para Fabiana Marini, o uso adequado das ferramentas depende diretamente da preparação dos usuários. “A capacitação é o alicerce do projeto IA TJSP. É ela que permite compreender os riscos e utilizar a ferramenta de forma ética e responsável”, explica.
Criado para aproximar o Direito da população, o podcast “Juridiquês Não Tem Vez” é apresentado pela juíza Ana Rita de Figueiredo Nery e oferece conteúdos em linguagem simples e acessível, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre temas jurídicos e sobre o funcionamento da Justiça.
Acesse o novo episódio no portal do TJSP e nas principais plataformas digitais:
Comunicação Social TJSP – CA (texto) / LF (fotos)
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