Vencedores recebem Prêmio Bunge 2010 na Sala São Paulo

        Os contemplados do Prêmio Bunge 2010 receberam seu prêmio ontem (13/10) durante cerimônia realizada na Sala São Paulo. O presidente do TJSP, Antonio Carlos Viana Santos, foi representado pelo juiz assessor da presidência, Sérgio Rui da Fonseca.
        A escolha dos premiados se deu em julho passado em solenidade que ocorreu no Salão do Júri do Palácio da Justiça, dirigida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Antonio Cezar Peluso.
        Os vencedores receberam o prêmio na sua 55ª edição, nas áreas Saúde/Medicina Preventiva e Ciências Florestais. O júri foi composto por representantes de entidades cientificas e reitores que receberam os trabalhos finalistas previamente avaliados por comissões técnicas. 
        Neste ano foram escolhidos dois agraciados para cada uma das categorias: Vida e Obra (obras de especialistas já reconhecidas) e Juventude (jovens até 35 anos que tenham defendido teses de mestrado, doutorado ou que tenha sobressaído com algum trabalho nos ramos das premiações). 
        Para a Vida e Obra foram indicados Isaias Raw, na área de Saúde Pública/Medicina Preventiva e Niro Higuchi, na área de Ciências Florestais. Já na categoria Juventude o prêmio foi entregue a Guilherme de Sousa Ribeiro (área de Saúde Pública/Medicina Preventiva) e Alexandre Fadigas de Souza (área de Ciências Florestais).
        Os contemplados na categoria Vida e Obra receberam um  prêmio em dinheiro no valor de R$ 100 mil e os da categoria Juventude, R$ 40 mil.  
        Os candidatos ao Prêmio Fundação Bunge foram indicados por dirigentes de universidades e entidades culturais e científicas; não houve inscrição. Os trabalhos foram analisados por uma Comissão Técnica composta por cinco membros, sendo um deles do exterior, em cada área de premiação.

        Conheça mais sobre os finalistas:
        
Isaías Raw é formado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP e doutor em Bioquímica, tornando-se posteriormente professor catedrático de Bioquímica da mesma faculdade. Cientista de valor reconhecido internacionalmente,  contribuiu principalmente na área de bioquímica de macromoléculas, com ênfase em proteínas. Foi ele quem criou o Instituto Brasileiro para Educação, Ciência e Cultura da Unesco, hoje Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ciências, de onde nasceram os clubes da ciência, as feiras de ciências e o concurso “Cientista do Amanhã”.
        Niro Higuchi é engenheiro florestal pela Universidade Federal do Paraná – UFPR e mestre em Engenharia Florestal pela mesma instituição. Seu doutorado foi concluído pela Michigan State University e pós doutorado pela University Oxford. Atua profissionalmente como docente, pesquisador e dirigente junto à Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT, bem como no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. É especialista em dendrometria e inventario florestal e coordena projetos sobre manejo florestal, madeira da Amazônia e dinâmica de carbono.
        Guilherme de Sousa Ribeiro é medico formado pela Universidade Federal da Bahia com residência em infectologia pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp. Possui mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa pela Harvard School of Public Health e doutorado pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC e seu projeto resultou em artigo científico publicado no “The Journal of Infectious Diseases”. O mesmo trabalho recebeu o prêmio Kass Award, durante o Congresso da Sociedade Americana de Doenças Infecciosa.
        Alexandre Fadigas de Souza é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Santa Úrsula – USU, mestre e doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e pós-doutorado em Ecologia de Populações pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Foi ele quem desenvolveu o primeiro trabalho brasileiro a utilizar ferramentas de Geoestatística para detectar padrões de conservação e degradação florestal. A principal característica de sua produção é a inovação, unindo as ciências florestais à matemática, à estatística, à genética, à conservação e à silvicultura. 

        Assessoria de Imprensa TJSP - LV (texto) / DS (foto)

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