EPM inicia curso de vitaliciamento para juízas e juízes aprovados no 190º Concurso de Ingresso

Presidente e corregedora fizeram as exposições de abertura.

 

Os 122 magistrados aprovados no 190º Concurso de Ingresso na Magistratura e um juiz do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJMSP) iniciaram, hoje (2), o Curso de aperfeiçoamento para vitaliciamento, promovido pela Escola Paulista da Magistratura (EPM). As exposições inaugurais foram ministradas pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, e pela corregedora-geral da Justiça de São Paulo, desembargadora Silvia Rocha.

Na abertura, o diretor da EPM, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, destacou o papel do curso na consolidação da trajetória dos magistrados. “Essa etapa é marcada pela troca de experiências, pela reflexão crítica e pelo fortalecimento dos vínculos construídos ao longo da formação inicial”, afirmou.

O coordenador-geral do curso, desembargador Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia, salientou a maturidade alcançada pelos juízes substitutos desde o ingresso na carreira. “Apesar de pouco tempo, já é possível perceber o amadurecimento e a prontidão para enfrentar os desafios da Magistratura”, disse. A desembargadora Carmen Lucia da Silva, também coordenadora-geral do curso, pontuou a importância do diálogo com a nova geração de magistrados. “É uma alegria trocar ideias, ouvir experiências e, juntos, buscar os melhores caminhos para a prestação jurisdicional.”

O presidente Francisco Loureiro falou sobre “O que os juízes esperam do Tribunal e o que o Tribunal espera dos juízes”. Ele apontou a independência como um dos maiores valores da Magistratura, ponderando que a liberdade de decidir, sem precisar defender interesses alheios, é uma vantagem que não tem preço. Ressaltou que o Tribunal espera juízes comprometidos com a função jurisdicional e atentos ao impacto social de suas decisões. “O pior pecado do juiz é a acomodação, é tratar o ato de julgar como uma rotina vazia”, afirmou. Ele lembrou que cada processo carrega uma história, que merece atenção individualizada. “Se eu fosse parte, gostaria que minha causa fosse examinada com cuidado. É isso que deve orientar o julgamento”, afirmou.

A corregedora Silvia Rocha ressaltou que a autoridade do juiz não decorre do cargo, mas da postura adotada ao longo da carreira. Ela frisou que o exercício da Magistratura exige humildade e consciência do papel institucional. “Eu não sou mais importante do que ninguém pelo fato de ser juíza ou corregedora. Mas ser juíza é importante pelo exemplo que damos”, disse, enfatizando que a legitimidade do magistrado está diretamente ligada à conduta diária. “O juiz confere importância ao que faz pela força do exemplo”, concluiu.

Também compuseram a mesa de abertura os presidentes das Seções do Tribunal, desembargadores Roberto Nussinkis Mac Cracken (Direito Privado), Luciana Almeida Prado Bresciani (Direito Público) e Roberto Caruso Costabile e Solimene (Direito Criminal); e os juízes coordenadores-gerais do curso José Eugênio do Amaral Souza Neto e Luciana Caprioli Paiotti.

O curso terá duas semanas presenciais e contará com cinco debates a partir de filmes e séries sobre temas relacionados à Magistratura. A programação abrange debates sobre aspectos práticos da atividade jurisdicional, como gestão e correição, uso do sistema eproc, atuação em varas cíveis e sistemas judiciais, gestão de precatórios, litigância abusiva, depoimento especial, Infância e Juventude, execução penal, inteligência artificial, Fazenda Pública, saúde mental, diversidades e a repercussão das decisões judiciais nos meios de comunicação, entre outros temas.

 

Comunicação Social TJSP – RL (texto) / KS (fotos)

imprensatj@tjsp.jus.br

          

Siga o TJSP nas redes sociais:

www.facebook.com/tjspoficial

www.x.com/tjspoficial

www.youtube.com/tjspoficial

www.flickr.com/tjsp_oficial

www.instagram.com/tjspoficial

www.linkedin.com/company/tjesp

 

COMUNICAÇÃO SOCIAL

NotíciasTJSP

Cadastre-se e receba notícias do TJSP por e-mail



O Tribunal de Justiça de São Paulo utiliza cookies, armazenados apenas em caráter temporário, a fim de obter estatísticas para aprimorar a experiência do usuário. A navegação no portal implica concordância com esse procedimento, em linha com a Política de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais do TJSP