Treinamento “Práticas Inclusivas de Atendimento ao Público” chega à quarta edição
70 pessoas capacitadas.
O Tribunal de Justiça de São Paulo realizou, hoje (28), a quarta edição do treinamento “Práticas Inclusivas de Atendimento ao Público”, no Salão do Júri do Palácio da Justiça. A capacitação foi realizada pela Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps), em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e a Escola Judicial dos Servidores (EJUS). Participaram 70 pessoas, entre servidores e terceirizados. O objetivo foi ampliar a inclusão nos prédios do Judiciário paulista.
Na abertura do evento, o presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, destacou a necessidade de constante aprimoramento da prestação jurisdicional às pessoas com deficiência. “Tenho certeza de que os resultados desse curso serão excelentes. Temos leis espetaculares, mas é preciso cumpri-las, no dia a dia de cada um de nós, para que haja maior efetividade", declarou.
Por sua vez, o presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Judiciário paulista, desembargador Irineu Jorge Fava, ressaltou os esforços do Tribunal neste sentido. “Somos vanguarda no país nessa área. É fundamental que a gente desenvolva e crie uma consciência para tratar melhor as pessoas com deficiência”, disse.
Para a diretora da Daps, Patrícia de Rosa Pucci Canavarro, o curso “auxilia servidores a lidar de forma mais adequada com os jurisdicionados e os próprios funcionários do Tribunal”.
A primeira juíza cadeirante do TJSP, Rebecka Martins Gomes, participou da capacitação e afirmou que tratar bem as pessoas com deficiência não é só um dever legal, mas um dever moral. “Existem 1,3 milhão de pessoas com alguma deficiência na região metropolitana de São Paulo. Com certeza, algumas delas irão ao Judiciário. Precisamos ser porta de entrada em vez de porta de bloqueio”, ressaltou.
Em seguida, deu orientações sobre como lidar com pessoas com mobilidade reduzida – não movimentar a cadeira sem permissão, nunca se apoiar no aparelho e, diante de uma rampa ou degraus, subir com a pessoa de frente e descer com ela de costas.
Duas servidoras com deficiência também contribuíram para o treinamento. A enfermeira judiciária Sheila de Souza Vieira indicou que não se deve falar gritando com uma pessoa com deficiência auditiva e que é fundamental se expressar de forma clara, de frente para ela, e, se for preciso, escrever a fala ou usar sinônimos.
Já a escrevente da Seção de Acessibilidade e Inclusão Fernanda Fernandes Gonsalez de Oliveira orientou os participantes sobre como conduzir pessoas com deficiência visual – não puxar e andar um pouco à frente para mostrar o caminho são atitudes indicadas.
Os capacitandos também tiveram a oportunidade, entre outros exercícios, de realizar atividade interativa que permite compreender, na prática, como pessoas com deficiência percebem o mundo. Receberam, ainda, o “Guia de Acessibilidade”, com informações sobre as formas de atendimento, e a cartilha “Combata o Capacitismo”, desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para combater a discriminação contra pessoas com deficiência.
Comunicação Social TJSP – RM (texto) / LC (fotos)
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