Palestra da CIJ debate importância da leitura no desenvolvimento de crianças e adolescentes
Projeto Leitura Amiga e Além.
A Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e a Escola Judicial dos Servidores (EJUS) do Tribunal de Justiça de São Paulo realizaram, na sexta-feira (3), a palestra online "A Importância da Leitura no Desenvolvimentos de Crianças e Adolescentes: Projeto Leitura Amiga e Além", ministrada pela juíza de Bauru Marina Freire e com participação da professora de piano Caroliny Freitas Máximo Guimarães. A abertura do evento foi conduzida pelo diretor da Escola Paulista da Magistratura (EPM) e da EJUS, desembargador Ricardo Cunha Chimenti; pela coordenadora da CIJ, desembargadora Gilda Cerqueira Alves Barbosa Amaral Diodatti; e pelo juiz integrante da CIJ Mauricio Jose Caliguere.
O desembargador Ricardo Cunha Chimenti parabenizou as palestrantes pelo trabalho realizado no Leitura Amiga, que nasceu em 2020, em Bauru, e atualmente faz parte dos projetos institucionais apoiados pelo TJSP. “Essa é uma iniciativa essencial para todos nós, pois reforça a importância da leitura. Contem sempre com todo o nosso apoio”, disse.
“Hoje é um dia especial para nós da CIJ, porque simboliza o relançamento do Leitura Amiga. É uma iniciativa que parece singela, mas de grande importância, pois proporciona momentos de acolhimento e de afeto no horário noturno. As crianças sentem que recebem atenção e protagonismo por meio dessa leitura e, esse ano, entendemos que o Leitura Amiga deveria passar a fazer parte do âmbito de projetos oficiais do TJSP", explicou a desembargadora Gilda Cerqueira Alves Barbosa Amaral Diodatti. O juiz Mauricio Jose Caliguere destacou a importância do hábito de ler como motor para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, parabenizando a todos pelo projeto.
A juíza Marina Freire explicou que o Leitura Amiga acontece por meio de lives organizadas junto às casas de acolhimento no estado de São Paulo. Os voluntários do projeto leem histórias para crianças e adolescentes acolhidos, em transmissões ao vivo e interativas. O projeto foi criado pela magistrada em 2020, no contexto da pandemia, e conta atualmente com mais de 130 leitores voluntários e 35 casas de acolhimento.
“O hábito da leitura é transformador. O cérebro da criança, assim como o nosso, é um músculo que precisa ser exercitado. Fico emocionada de ver como uma pequena atitude pode repercutir tanto. Essa iniciativa surgiu pequena e ganhou corpo com o apoio institucional do TJSP e a participação de tantos voluntários”, relatou a juíza, explicando que não podemos jamais subestimar o potencial das crianças acolhidas.
A professora de piano para crianças típicas e atípicas, especialista em educação musical e literatura infantil, Caroliny Freitas Máximo Guimarães, leu a história “Bojabi – A Árvore Mágica”, escrita por Dianne Hofmeyr e ilustrada por Piet Grobler, sobre uma jornada de um grupo de animais que precisam descobrir o nome de uma árvore mágica. “Este foi o primeiro livro que eu li para as crianças, logo que comecei a atuar no projeto, e pude ver o rosto emocionado dos pequenos, mesmo sendo uma leitura virtual”, relembra.
“Estudos demonstram que ler para as crianças é importante desde a barriga e ao longo de todo o crescimento. Mesmo com adolescentes, percebemos bons resultados para acalmá-los e trazer aconchego. A leitura amplia o vocabulário das crianças e aumenta os vínculos. É um projeto que pode dar muitos frutos, mas depende do engajamento dos abrigos para funcionar”, observou Marina Freire.
Após a exposição, o juiz Mauricio Jose Caliguere mediou comentários e perguntas enviados pelos participantes. Mais informações sobre o projeto na página do Leitura Amiga.
Comunicação Social TJSP – BB (texto) / LC (reprodução e arte)
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