Daps aborda cultura organizacional em evento virtual

Evento de abertura de programa institucional.

 

A Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps) do Tribunal de Justiça de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), realizou, ontem (11), a primeira live do programa “Daps – Cultura do Respeito”. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cultura institucional de respeito, promover ambientes de trabalho psicologicamente seguros, incentivar relações interpessoais saudáveis e contribuir para a prevenção do adoecimento ocupacional, por intermédio de ações permanentes de sensibilização, orientação, capacitação e promoção da saúde. O evento de abertura, “Como Construir Culturas de Bem-Estar em Tempos de NR-1", foi com a consultora organizacional Renata Rivetti.

A palestrante abriu a exposição apontando que, no mundo de hoje, cerca de 1 bilhão de pessoas lidam com problemas de saúde mental e que encontrar a felicidade nesse cenário não é simples. A sociedade atual é hiperconectada, recebe informação em excesso, passa por problemas como falta de foco e tem dificuldades em encontrar sentido na vida.  “58% dos jovens adultos sentem que a vida não tem nenhum propósito. Muitas vezes se perguntam o motivo de trabalharem onde trabalham, por quais razões tomaram decisões importantes e não encontram respostas que lhes satisfaçam. O que vai ser da nossa felicidade se não vemos sentido?”, indagou.  

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho, entrou em vigor em maio de 2026 e dispõe sobre a responsabilidade das organizações no bem-estar psicológico das pessoas. No Brasil, em 2025, houve cerca de 546 mil licenças médicas por saúde mental. “É preciso mudar, pois o cenário atual é de adoecimento.  Sempre falamos que o modelo atual adoece os indivíduos, mas também é ruim para as empresas, já que os trabalhadores estão desmotivados e pouco produtivos. É caro não cuidar das pessoas”, afirmou Rivetti.  

Na visão da especialista, é preciso ter um outro olhar sobre o trabalho. “A história do trabalho é uma história de sofrimento. Se vamos passar mais de 100 mil horas da vida trabalhando, esse universo precisa de mudanças.  A gente se relaciona com esse lugar de sofrimento sem pensar que ele pode trazer realizações e alegrias”, ressaltou. Na sequência, a consultora fez algumas sugestões práticas para que as organizações adotem e gerem mais satisfação: normalizar as pausas, para deixar o cérebro menos ansioso e mais produtivo; e entender no que a pessoa é boa e no que pode contribuir, para que seu trabalho gere satisfação. “Também é preciso celebrar as pequenas evoluções, comemorar cada passo da jornada, e ser gentil no trabalho. A gentileza custa zero, mas sua falta cria o medo e a exclusão”, observou.

 

Comunicação Social TJSP – RM (texto) / LC (reprodução e arte)

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