Visita monitorada acessível encerra a 7ª Semana da Acessibilidade e Inclusão

Evento integra ações permanentes do TJSP.

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo encerrou, hoje (25), a 7ª Semana da Acessibilidade e Inclusão, promovida pela Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps). Ao longo da semana, magistrados, especialistas, servidores e representantes da sociedade civil participaram de debates sobre acessibilidade, neurodivergência, combate ao capacitismo, construção de ambientes mais acolhedores e garantia dos direitos das pessoas com deficiência. A programação da iniciativa, que integra as ações permanentes desenvolvidas pelo TJSP para promover igualdade de oportunidades, foi finalizada com uma visita monitorada acessível ao Palácio da Justiça, sede do Poder Judiciário paulista.

Durante a atividade, os participantes conheceram os principais espaços do edifício e tiveram contato com os recursos de acessibilidade disponíveis, como audiodescrição, vídeos em Libras, audioguias e materiais informativos em diferentes formatos. O tour também incluiu visita à exposição itinerante “Arte Sacra para Ver e Sentir”, composta por cerca de 60 réplicas táteis de obras do acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP). A mostra, exposta no Salão dos Passos Perdidos, conta com legendas em Braille, audiodescrição e tradução em Libras, além de permitir que os participantes toquem e sintam as texturas das peças, proporcionando uma experiência imersiva e inclusiva.

A visita monitorada acessível teve início com uma apresentação, em Libras e em Libras táteis (linguagem de sinais feita pelo intérprete junto a uma pessoa surdocega) de "É preciso saber viver", na versão original, interpretada por Roberto Carlos. Em seguida, o grupo conheceu o Salão do Júri, onde funcionou o 1º Tribunal do Júri da Capital, entre 1927 e 1988; a Sala Advogado José Adriano Marrey Júnior, que abriga parte do acervo histórico da Corte Bandeirante; e o Salão Nobre Ministro Costa Manso (Plenária), onde ocorrem as sessões do Órgão Especial.

 

Palestras

A abertura da semana, na segunda-feira (21), teve participação do presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, e do coordenador da Daps e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJSP, desembargador Irineu Jorge Fava.

Ainda no primeiro dia, a juíza Rebecka Martins Gomes ministrou a palestra “Boas práticas para uma cultura de inclusão”, e a juíza do Tribunal Regional Federal da 2ª Região Claudia Valéria Bastos Fernandes falou sobre “Capacitismo e os desafios das barreiras atitudinais”.

Na terça-feira (22), a psicopedagoga Caroline da Silva Bellelli tratou de “Dislexia: muito mais do que a dificuldade de ler”, explicando as características do transtorno de aprendizagem, sua origem neurobiológica e a importância do diagnóstico e do suporte adequados. Na sequência, o criador de conteúdo Bernardo Marques compartilhou sua experiência com a Síndrome de Tourette – caracterizada por tiques motores ou vocais que ocorrem com frequência e intensidade variáveis –, contribuindo para desmistificar o transtorno e destacar a importância do acolhimento e da compreensão.

A programação de quarta-feira (23) abordou diferentes formas de acessibilidade. Em “Libras e inclusão: construindo uma comunicação sem barreiras”, o linguista Edilson Andrade destacou a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como instrumento essencial para o exercício de direitos da comunidade surda. Já a assessora jurídica e ativista Rebeca Costa Cesar, em “Nanismo: uma nova perspectiva”, refletiu sobre desafios cotidianos, preconceitos e a necessidade de ampliar o olhar sobre a acessibilidade para além das adaptações arquitetônicas.

Ontem (24), o juiz do Tribunal de Justiça de Rondônia Flávio Henrique de Melo apresentou o tema “Autismo: rompendo barreiras e construindo um Judiciário mais inclusivo”, ressaltando a importância de reconhecer as necessidades individuais de cada pessoa com transtorno do espectro autista (TEA), permitindo que ela explore seu potencial de modo pleno e autônomo. Encerrando o ciclo de palestras, a produtora cultural Lara Pozzobon da Costa, fundadora do festival Assim Vivemos, que exibe filmes sobre deficiência, abordou a arte como ferramenta de inclusão e destacou o protagonismo das pessoas com deficiência na transformação da percepção social sobre diversidade e acessibilidade.

 

Comunicação Social TJSP – BB (texto) / KS, LC e PS (fotos, reprodução e arte)

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