Poder Judiciário participa de ato simbólico de devolução de celulares recuperados na Operação Frank Mobile

Cerimônia foi na sede do MPSP.

 

O Poder Judiciário paulista, representado pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, participou, hoje (19), no Auditório Queiroz Filho, na sede do Ministério Público de São Paulo, da solenidade que marcou a entrega, a seus respectivos donos, de 100 celulares recuperados na Operação Frank Mobile.

A Operação Frank Mobile é uma megaoperação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, para desarticular uma organização criminosa voltada à prática de furto, roubo, receptação, adulteração de dispositivos de segurança e revenda de aparelhos celulares.

Deflagrada em setembro de 2026, após cerca de dois anos de investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Secretaria da Segurança Pública (SSP) – que focou em pontos da capital paulista (especialmente a Rua dos Guaianases) e imóveis usados por esquemas de receptação e técnicos conhecidos como "icloudeiros", responsáveis por burlar bloqueios de segurança e alterar o número IMEI dos aparelhos. A operação mobilizou mais de 1,7 mil agentes de segurança, cumpriu 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão, além de resultar em prisões em flagrante e em grande quantidade de celulares apreendidos.

Compuseram a mesa de honra o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa; o secretário de Estado da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, representando o governador; o presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro; o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger; o delegado-geral de Polícia do Estado de São Paulo, Artur José Dian; o diretor-geral da Polícia Penal do Estado de São Paulo, Rodrigo Santos Andrade; e o promotor de Justiça do Gaeco, Luiz Fernando Bugiga Rebellato.

Em seu pronunciamento, o promotor de Justiça do Gaeco, Luiz Fernando Bugiga Rebellato, destacou que o êxito da Operação Frank Mobile decorre da cooperação entre as instituições. O secretário da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, também enfatizou que os resultados promissores são fruto da união de esforços.

O presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, afirmou que a principal virtude da operação foi não apenas recuperar e devolver os aparelhos às vítimas, mas, sobretudo, desmantelar uma organização criminosa que continuaria a atuar se permanecesse em liberdade. Segundo ele, trata-se de um trabalho permanente, pois, tão logo uma quadrilha é desarticulada, os criminosos buscam se reorganizar e criar novas modalidades de atuação. O desembargador também lembrou que o Estado de São Paulo criou varas especializadas no combate ao crime organizado para conferir mais eficiência e celeridade a essas iniciativas.

Já o secretário da SSP, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou que a união entre as instituições é a receita ideal para o enfrentamento da criminalidade.

Encerrando a solenidade, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, enalteceu a atuação colaborativa das forças de segurança, dos órgãos de controle, do Ministério Público e do Poder Judiciário, observando que a devolução dos aparelhos tem caráter simbólico, mas reflete o esforço conjunto dessas instituições.

 

Comunicação Social TJSP – RS (texto) / PS (fotos)

imprensatj@tjsp.jus.br

 

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