TJSP participa de encontro do CCOGE no Rio de Janeiro
Intercâmbio de experiências sobre tecnologia e gestão.
A corregedora-geral da Justiça de São Paulo, desembargadora Silvia Rocha, e a juíza assessora Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso participaram, na segunda e na terça-feira (26 e 27), do encontro "Conectando Soluções: a centralização como estratégia de modernização nos Tribunais", promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça do Rio de Janeiro em parceria com o Colégio de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (CCOGE). O evento reuniu representantes de tribunais de todo o país para trocar experiências relativas à instalação de unidades centrais de processamento de processos eletrônicos, já existentes em 18 Estados da Federação, e discutir estratégias de integração entre pessoas, processos e tecnologias, com foco na gestão e no aprimoramento da prestação jurisdicional. No Rio de Janeiro, a Central de Processamento da Corregedoria-Geral do TJRJ (Ceproc), que engloba o processamento de 32 unidades judiciárias atualmente, é responsável pela execução centralizada de atividades processuais, com uso de tecnologia, padronização de fluxos e gestão de dados.
Na abertura, o corregedor-geral da Justiça do Rio de Janeiro e presidente do CCOGE, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, apresentou práticas que contribuíram para a redução do acervo, das taxas de congestionamento e do tempo médio de tramitação dos processos a partir da atuação da Ceproc. De acordo com os dados apresentados, com a unificação do processamento, há uma padronização de procedimentos, dá-se a especialização das atividades, o que implica em maior eficiência e maior celeridade. O presidente da Corte fluminense, desembargador Ricardo Couto de Castro, também compôs a mesa de honra, ao lado de outros magistrados.
De acordo com o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, a iniciativa otimizou o trabalho, agilizou os fluxos processuais e a prestação jurisdicional e, principalmente, conferiu tratamento equânime aos feitos, reduzindo as diferenças nos tempos de tramitação e de prazos entre as unidades. “Nas varas cíveis, o tempo de movimentação dos processos que, inicialmente, era de 93 dias, diminuiu para 44 dias. Nas varas de Fazenda Pública, reduzimos de 34 para 32 dias. E, nas varas empresariais, passamos de 178 dias, em média, para 35. O acervo de processos da Capital, de setembro de 2025 até setembro de 2026, foi reduzido de 42 mil para 24 mil, nas varas empresariais”, destacou o corregedor do TJRJ.
No segundo dia de evento, magistrados de outros tribunais que já promoveram a centralização de unidades de processamento, que aglomeram diversas unidades judiciárias, também compartilharam boas práticas em oficinas. Foram discutidos temas como comunicação com usuários do serviço, operação, o uso de ferramentas de tecnologia que participam do fluxo de movimentação dos processos, a gestão de centrais de processamento; implementação de núcleos de pesquisa e de bens e dados em unidades cíveis e centrais de cumprimento de sentença; API e IA generativa na transformação do Judiciário; entre outros. A desembargadora Silvia Rocha destacou a importância do encontro. “Descobrimos, com a experiência dos outros tribunais, o que fazer e como adaptar à nossa realidade da melhor maneira possível”, destacou a corregedora do TJSP.
* Com informações do TJRJ.
Comunicação Social TJSP – AA (texto) / TJRJ (fotos)
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