Palestra da Daps desmitifica e oferece olhar integrado sobre menopausa
Iniciativa de combate ao etarismo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps) e da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), realizou, na quinta-feira (29), a palestra "Menopausa sem Rótulos", conduzida pela mastologista, ginecologista e obstetra Michelle Sako Omodei. A iniciativa integra a campanha do Tribunal "Talento não tem idade: diga não ao etarismo" que reforça a importância do respeito, da escuta e da valorização em todas as fases da vida. A ação está em conformidade com a Resolução nº 520/23, editada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em sua apresentação, a médica apontou a menopausa como um marco do sistema reprodutivo feminino, que envolve mudanças biológicas e impacta o olhar da sociedade sobre as mulheres. Ela refletiu sobre o que pesa mais – a transformação ou o rótulo – diante de dificuldades como alterações do sono, problemas de concentração e memória, oscilações de humor e cansaço, que comprometem a rotina pessoal e profissional neste período. "Além das transformações físicas e psicológicas, muitas precisam lidar com as expectativas, os julgamentos e os preconceitos associados à idade. Cada queixa merece um olhar individualizado, pois nem todas as manifestações são visíveis e terão como causa a flutuação hormonal.”
Omodei ressaltou, ainda, o papel fundamental do profissional de saúde na escuta e no acolhimento das pacientes. "Compreender o contexto em que cada mulher está inserida é essencial para um diagnóstico diferenciado. O receio de ser julgada ou incompreendida não deve impedir que a mulher compartilhe suas dúvidas durante a consulta médica."
Por fim, a mastologista observou que a menopausa não é uma doença, mas requer avaliação clínica bem estabelecida, até mesmo com uso de terapia hormonal, quando bem indicada e segura. Os cuidados também envolvem prevenção da saúde óssea e cardiovascular, atenção ao sono e à saúde emocional, alimentação equilibrada e atividade física. "É importante reconhecer suas necessidades e oferecer opções terapêuticas que possam melhorar os sintomas, com um olhar integral sobre a saúde, promovendo qualidade de vida", concluiu.
Comunicação Social TJSP – KN (texto) / Banco de imagens (foto)
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